16 de out. de 2008

e é...

Sonhei que ele tinha morrido.
Não acordei assustada...
Um alívio bateu junto com a brisa, que disse:
já é de manhã.
fui no outro quarto, ele dormia o sono dos (?) justos.
e se tivesse morrido?
talvez assim alcançaria a liberdade?

certas conversas despertam em mim fagulhas...
pequenos focos de fogo que se espalham e, incandescentes,
revelam o brilho dos olhos teus...
tanta luz!

não sei dos motivos.
... agora eu só quero mais fagulhas que iluminem esses teus olhos...
possibilidades de entrever, tocar, perceber ...
novos fractais que surgem com a mudança do caleidoscópio...
uma outra imagem, diferente de outrora...

e se era deus quem queria,
e se fui eu, se foi você...

flutuante tudo fica a esperar, a espiar...
nessa atmosfera fantasiosa e monóloga.
falo pra mim mesma, nessa auto-análise compartilhada...
outros - humanos ou et's - passam e deixam seus rastros de lesmas...
eu?
da alma, gosto do cheiro
que ainda não senti - o teu.
gosto de lesmas e de rastros.

tinha um filhote de cachorro abandonado ontem na rua,
quase levei pra casa, mas ...
por fim, depois de mais algumas horas, uma jovem caridosa adotou...

e vejo...

vivemos na hipótese...
sempe um: SE...

talvez o momento seja o agora,
talvez... (SE)
se materialista- pensas ser só uma,
se espiritualista- projetas teus desejos nas próximas possibildiades...
mas se realista- pensas: por quê, não?
Por quê, não?
prefiro errar de novo, como o Leminski e tantos outros,
do que ficar no canto do quarto conjeturando os possíveis se's.



é só do brilho dos olhos que a gente precisa...
e sim, eu espero saber disso.
e igualmente espero que você saiba.
porém esperar também se tornou desnecessário...
e nesse nicho quase niilista,
sonhar, torna-se luxo...
viver no sentido de realizar:
o que seria ?
e é...
talvez até fosse mesmo...
tantas palavras...
rastros de lesmas...

uma lagarta, estou...
lagarta que pretende-se borboleta...
pra não mais rastros deixar,
à toa...

sinto:
quero me misturar na brisa de todo o amor,
todo amor do mundo!
e é...

Um comentário:

Jô Rodrigues disse...

Lindo!