1 de out. de 2008

pero, vás

foi fácil falar de flores...
duro mesmo era olhar na cara do espinho fincado na garganta...
olhar na cara dele e não fingir. Removê-lo? dialogar com ele?
a saída foi inventar...
fofoca de boteco pra pegar o rapaz, pega rapaz... uh, uh, uh...
pega rapaz...
só que nada dava certo... inglória.
lá se foi um ano, ou mais...
e agora, dizia ele, estava chovendo...
uma chuva coletiva e diria eu, provocada por poluição...
poluição nossa, ruído e distúrbio...
muita fumaça jogada onde não se deve...
não devia...

mas havia uma imagem
ele tocava aqueles acordes... cantava na praça, com o chapéu no chão.
detestava aquela moça, fazia questão de dizer.
e disse-me-disse.
tudo a mesma coisa de sempre, mesmo com o passar do tempo...
nada de novo no front...
a vanguarda estava na retaguarda...
aprendi ainda ontem a cuidar bem disso.
o interessante mesmo é a loucura.
o louco do tarô!
e todo aquele brilho nos olhos de instigante
insanidade, transperece nos gestos- tentativas.
o set de filmagem estava pronto, o concurso começa logo-logo...
e um convite poderia ter seido feito...
mas tudo foi trocado, por saboroso silêncio de abnegação.
eu mesma, digo por mim mesma, que a mesmice escapa pelos pés.
e, poxa, tão legal conhecer gente nova!
e cheia de vivências vividas ontem e amanhã...
sem carga.
sem peso, nem medida.
era disso que mais gostava:
a ausência ilimitada de parâmetros.

2 comentários:

link disse...

Sabe.. uma vontade extrema de gritar para alguem ouvir. Alguem deveria saber, mesmo que sentido algum fizesse! E talvez não tenha feito... câmeras... nada de maquiagem ara um documentário bem mais que real. Eram histórias cotidianas demais para existir sequer um roteiro. Alguma iluminação talvez... suporte técnico no meio do transito violento, que cá entre nós... pouco importa, eu gosto mesmo é disso!
A senha talvez vc tenha, mesmo sendo ainda humana e eu humano.. humanoportantohumano.
Vale SIM ainda aquele breve olhar para trás! E é o que me prende a esperar ainda que seja um tempo que seja além dessa chuva!

Jô Rodrigues disse...

Vamo sair e tomar uma cerveja?