15 de dez. de 2008

Prenúncio de fim de ano

Continuo com as palavras presas.
E isso já resultou em afta e certos distúrbios corporais...
Percebo que nem sei formular frases coesas pra apresentar-lhe...
nenhum centímetro de coerência me aproximaria de ti.
Como não sofrer dessa prisão de palavras?
Espero por uma rebelião, um motim, algo que transforme esse cenário...
e, a cada noite, deito-me com a esperança
...
à espera de ti ao meu lado...
acordo!
eu sei que as coisas mudaram, mas meus olhos ainda não conseguiram ver.
mas, agora, as palavras fogem, somem, se escondem e se perdem...
demasiado presas e soltas demais dançam no descompasso das minhas aflições recolhidas.

Sinto o vento refrescar os meus pés. A cada passo, penso em ser ESSE um único trajeto...
Pra um único trajeto, será mesmo que é ESSE o caminho?

Reflito sobre os entreatos e as entrelinhas do meu jardim, mas por aqui, só colho manjericão e amoras. Nada de mim, nada de você.

A insatisfação é a companheira constante e vem sempre acompanhada da paralisia letárgica de quem só sabe reclamar.

o que fazer pra mudar e o que mudar pra fazer?
Pra onde vou, agora?
Pra onde vou sem vc?

Só sei desse vento...
que, daqui, sai do ventilador quase quebrado.

3 comentários:

Priscila Milanez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Priscila Milanez disse...

lindo Zilá!Intenso...Vamos nos ver sim! Quinta tem sunrise no teacher's pub! Anima? Beijos, flor...muita coisa nova pra contar...

Priscila Milanez disse...

o outro comente era meu tb, mas deletei pq tinha errado o português...rs