23 de set. de 2009

Poço

Esperar tanto por tão pouco fez de mim
um poço.
Fundo, bem no fundo.
e é à água que brindo!
e é dela que bebo.

7 comentários:

Carla disse...

ora, vc anda escrevendo bastante, moça! e lindamente...

esse fundo se fundo que não se preenche jamais, porque o desejo é infinito...

Carla disse...

correção: "fundo sem fundo"

Unknown disse...

Nos poços (Caio Fernando Abreu)

Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.

Carla disse...

Ah, sim, e agora tem coisa nova lá.

obs: com tanta poesia, tanta vida, não há dúvidas de que seu projeto vai sair. Depois vc apara as arestas e transforma mais ao molde de projeto!

Vário do Andaraí disse...

Belo.

Um abço

Vário do Andaraí disse...

Belo.

Um abço

Vário do Andaraí disse...

Belo.

Um abço