31 de out. de 2009

era noite, era dia e achamos

Seminua diante da tela branca.
Seminua.
Semi.
Cansada estava de estar semi.
era uma cansaço de aço da semidez do asafalto molhado.
molhado de gozo congelado, tempo presente eternizado.
cansaço de quase.
semi = quase.
tempo ralado, machucado, oprimido.
E entao, no entre que possibilita o Outro: reviravolta ziguezagueante.
Tempo rachado, Tempo aberto, Tempo de possíveis.
e ela nua.
um Tempo Outro e é por si e o fora, tomada de assalto.
supetao e parapeito.
viu.
falou.
enunciaçao da atualidade:
"o carro da vida anda com o freio quebrado.
nao há mais como parar.
o jeito é seguir."
e há. 
peter pál pelbart e o todo - o gozo do tempo!
quem sabe? um dia hospital e a casa que irei,
em breve,
leve de prabrisa. (possíveis)
em que pé andam os passos?
andam, ainda?
ouço(enunciaçao)
o roçar dos pneus no asfalto e o copo rubro pede por mais:
outra taça!
crash
bateu,
e entramos no Outro...
era dia, era noite...
e achamos. 
o outro do outro do outro do outro

o Outro do Tempo...

ouvi seu chamado.

Um comentário:

Natália Nunes disse...

semidez, gostei dessa palavra, que me dá certa areia na boca por tão próxima que é do deserto.

gostei da força, do vigor que arranca nas suas palavras :)
muito obrigada por sua visita.

qto ao corpestranho, crio um corpo monstro com órgãos de sobra, repetidos, que se revesam, se deslocam e que sabem morrer, dar lugar.


um beijo!

Natália