11 de jan. de 2010

E é

Recostou no diva verde-limao e tentou estancar os pensamentos;
olhando, dali debaixo,  aquela planta.
Será que a planta viveria mais que todos?
Conseguiu vencer o homem, senhor que morreu de câncer de próstata.
A planta que passa, qual orquídea selvagem, imbricada, perpassa.
E,  por tempo a pensar,... variou na temperatura - têmperas globais dissociadas de todo nexo,
sem plexo; saiu do surto - a fim.
A fim de tomar uma cerveja, engoliu, aos trancos, a cachaça.
Sorveu os desejos desabitados, soprou o intestino de memórias: estanques estantes revolvidas por ratos de laboratório.
Logo, dali pra frente, cantarolando sementes juvenis,  toda a desesperança gloriosa das ilusoes recolhidas com afetuosa coragem  seria desmitificada ao alvorecer do décimo terceiro dia.
Epifania!
E, querendo querer plantear, quereria o broto que desse no escuro
- do ouro negro da gente.

Um comentário:

Natália Nunes disse...

afetuosa coragem é o bastante, por agora.

um beijo! :)