Meu querido amigo,
é logo que nos encontraremos, eu sei, porém, por aqui te envio as paisagens da cidade.
Os carros seguem a correr seus destinos próximos e exaltados.
As pessoas continuam a passar apressadas e ensimesmadas com suas superaçoes autoimpostas.
O pó de minério é cada vez mais intenso e a poeira impregna tudo, tudo.
Os barulhos, ruídos, alarmes, buzinas, motores, produçao, produçao, produçao.
Entao, vez ou outra se escuta, quase inaudível, o canto de um pássaro, o roçar de uma árvore no vento, o vento que passa e quer entrar.
Por vezes é difícil enxergar as sutilezas aqui da cidade, ela dura, inflexível e pode até devorar os mais distraídos, como nós.
Mas, ainda assim, por aqui a gente tb vê sangue pulsando nas veias de quem resiste, de quem pensa em algo diverso, de quem sente o cheiro do manjericao de manha cedo se alastrar seguro, contagiante.
Continuemos, sinuosos, caminhando nas trilhas e asfaltos, unindo, integrando, erguendo as pontes que dialogam com o mais forte que existe em tudo, tudo:
vida.
3 comentários:
Saudades dele. De vc tb! nos vemos em breve, né? :)
Saudades! Quando eu encontrar vc - sei onde vc estará, viu? - darei um abraço fortíssimo! minha mestranda!
querida paula
por aqui é só naturezas exuberantes
abismos de rocha e de emoções
muita vivência, muito daime, muita força e muito amor.
beijo bem fundo no fundo do coração
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