Sabe tu?
Tu vens.
E vais.
E eu lá me masmorrava de rancor com tuas suaves passagens,
tu, que torna-te você e não perde o charme com isso, nunca perde o charme.
Você que me aflige inteira, que rouba minh`alma e tranca numa gaveta esquecida, perde a chave e joga no
quarto escuro de algum vão em vão, de algum canto sujo e desprezado de tua casa reformada.
Sentia assim quando era terra, terra vermelha, cheia de calor e fertilidade, passional e domadora.
queria os homens - quaisquer que fossem - seus, só seus.
Era terra quando adolescia, mas ao mesmo tempo era vento - na farsa - e seguia aceitando propostas indecentes, obscuras tentativas de captura-los: eles todos. Eles, os homens que desejou.
Febril, amava em fogo. Fogareiro que podia queimar em qualquer parte com sua pequena botija,
carregada com merecimento.
Era dama e vagabunda! Vagabundeava toda as damices da vida.
Trepava na beira da praia em noites insanas de carnaval - sempre o primeiro que aparecia!
Trepava na escada do prédio em tardes entediantes na casa da avó - sempre o primeiro que aparecia.
Era fácil, fácil como um gato pedindo carinho.
E ao transar não miava, não gemia, não falava...
Era boa a Geni...
E o povo todo fodeu com ela.
5 comentários:
Era boa como o amor é bom. A gente mata o amor.
O povo na maioria das vezes fode com tudo mesmo!
Estes contos da vida, vidam, envidam, vivificam, enchem a alma de humanidade. Acaloram nossa capacidade de amar.
Passei no facebook e senti saudade do seu blog. Aqui estou. Gosto mais daqui.
Beijo
Por onde você anda????
Quanta bobagem...
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