eu sou capaz de matar se não tiver o que quero.
quero uma mata.
força de natureza abundante perto de mim.
carrego toda preguiça asfaltada em minhas veias sedentárias, cada dia mais.
o urbano se esgota em mim me esgotando com ele.
carro corre carro.
se soubéssemos fazer diferente...
aqui ainda cantam passarinhos competindo com o ruidoso barulho dos pneus,
das buzinas, das frenagens...
televisão, computador, ipad, iphone. ai ai ai
me cansa essa queixa urbana, me cansa de me cansar.
eu sou capaz de morrer se não tiver o que quero.
morrer de me matar de tanto tédio, de tanto cinza,
de tanto ter o que queixar.
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