11 de mai. de 2008

Animismo de se ver (da gente) - Criação dupla, dupla criação

Manter o peito leve e um sorriso tranqüilo como quem se depara com uma linda paisagem é difícil quando os olhos estão turvados.

Mas as nuvens que passam por nossos olhos trazem também, em boa medida, outras formas de vivências e olhares.

Aí a gente fecha os olhos, mergulha o rosto nas nuvens e sente um monte de gotinhas de água refrescando.

E
essas gotinhas, essas pequeninas sensações de harmonização medida, nos abrem percepções variadas sobre o que há de mais escondidinho dentro de nós, e que clama por expansão.

É que tem muita coisa aqui dentro que é pura vontade de expansão. Que quase deixa os olhos líquidos.

A liquidez que vem, que nos pega desprevenidos e desarmados. E que nos mostra tanta coisa gostosa de se sentir, tanto sentir, tanto mais sentir que perceber.

"Você pega o trem azul, o Sol na cabeça. O Sol pega o trem azul, você na cabeça"

Na cabeça e no corpo. Expressão desmedida e descontrolada, tanto boa quanto amorfa, tanto feliz quanto transcendente. Dança de corpos, dança ritualística, criativa.

Corpo todo inundado de alma.
Um abraço sincero e demorado é das melhores coisas que tem no mundo.

Alma inundada de corpo. Esse abraço - quantas sensações!E o mundo todo perto e longe, longe e perto, aperto, abraço apertado, perto do peito, demorado. Coração. Pulsar com a vida e a energia pura que vem dos olhos, da alma, do corpo, da confluência de tudo o mais intrínseco no ser, que está, sempre.

O glória!

3 comentários:

Priscila Milanez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Priscila Milanez disse...

Tem cheiro do menino Felipe aqui! Estou certa?!

Felipe disse...

como a pri percebeu?