17 de set. de 2008

humanizável

E não foi um choque,

nem uma descarga elétrica...

nenhum fio de cabelo ficou eriçado...

nenhum beijo foi repartido,

nem sequer compartilhado...

e o humano cagou fora do pinico,

mas dentro, também.

porque é humano...

sabe fazer bem mal as coisas

e bem bem...

e ela viajou tanto,


correu léguas


sem sentido...

e se fez nada...
e o nada fez tudo

e o pulo foi dado

e talvez, fazer tudo de novo,

fosse a melhor,


a mais coerente das propostas...



vivendo escondido,

no escuro do eu divido em partes afastadas e jogadas por aí nos palavrões noturnos...

fomos infiéis...

e traímos sutilmente...

a nós mesmos....



ok,


ou,


oxente....


não faz diferença qdo o produto todo se desintegrou na calçada inundada de ratos bêbados e

felizes,


gritando e clamando:


queijo!


sim, sr. humano,



não, sr. humano,,,


talvez, sr. humano...


não existem respostas...

mas muitas perguntas sem resposta.,..


q talvez, sejam as melhores...


e esqueça tudo,



todo o muito e todo pouco....


fomos, querido...

e esse passado garante a fortaleza do eu.


do nós...



amor?


isso existe?


e daí?

(isso existe!)

essa indiferença roxa traduzida em silêncio indiano e budista


q reverbera em cada sutil


negação.



humanos



e tão



desumanos....


somos


demasiados...


e econômicos...

Um comentário:

Jô Rodrigues disse...

Boa noite....

"vivendo escondido,

no escuro do eu divido em partes afastadas e jogadas por aí nos palavrões noturnos...

fomos infiéis...

e traímos sutilmente...

a nós mesmos...."