E não foi um choque,
nem uma descarga elétrica...
nenhum fio de cabelo ficou eriçado...
nenhum beijo foi repartido,
nem sequer compartilhado...
e o humano cagou fora do pinico,
mas dentro, também.
porque é humano...
sabe fazer bem mal as coisas
e bem bem...
e ela viajou tanto,
correu léguas
sem sentido...
e se fez nada...
e o nada fez tudo
e o pulo foi dado
e talvez, fazer tudo de novo,
fosse a melhor,
a mais coerente das propostas...
vivendo escondido,
no escuro do eu divido em partes afastadas e jogadas por aí nos palavrões noturnos...
fomos infiéis...
e traímos sutilmente...
a nós mesmos....
ok,
ou,
oxente....
não faz diferença qdo o produto todo se desintegrou na calçada inundada de ratos bêbados e
felizes,
gritando e clamando:
queijo!
sim, sr. humano,
não, sr. humano,,,
talvez, sr. humano...
não existem respostas...
mas muitas perguntas sem resposta.,..
q talvez, sejam as melhores...
e esqueça tudo,
todo o muito e todo pouco....
fomos, querido...
e esse passado garante a fortaleza do eu.
do nós...
amor?
isso existe?
e daí?
(isso existe!)
essa indiferença roxa traduzida em silêncio indiano e budista
q reverbera em cada sutil
negação.
humanos
e tão
desumanos....
somos
demasiados...
e econômicos...
Um comentário:
Boa noite....
"vivendo escondido,
no escuro do eu divido em partes afastadas e jogadas por aí nos palavrões noturnos...
fomos infiéis...
e traímos sutilmente...
a nós mesmos...."
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